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Como funciona a ereção ?

Posted in dica, homem with tags , , , , , , , , , , on julho 29, 2008 by dr.lichtenstein
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O pênis contém estruturas vasculares (chamada de sinusóides) que se enchem de sangue, promovendo ereção e rigidez penianas.

A ereção peniana ocorre a partir de estímulos eróticos que chegam ao cérebro através dos órgãos dos sentidos, influenciados por aspectos orgânicos, hormonais, emocionais, de personalidade, comportamentais, etc.

O cérebro então, envia mensagens para os nervos do pênis; estes liberam substâncias que relaxarão os sinusóides do pênis.

Esse relaxamento promove um maior aporte de sangue (vasodilatação) que encherá os sinusóides do pênis, conferido-lhe a rigidez necessária para o ato sexual.

No estado ereto, o aporte de sangue para o pênis é maior e mais rápido e o retorno deste sangue, de dentro do pênis para a circulação, é menor e mais lento, mantendo a rigidez peniana pois o sangue fica “aprisionado” no pênis.

Cessado o estímulo erótico ou, em geral, após o orgasmo, ocorre o contrário.

Os nervos penianos liberam substancias que provocarão uma contração dos sinusóides, dificultando a chegada do sangue ao pênis e liberando a quantidade a mais de sangue já existente.

Então, a quantidade de sangue que chega ao pênis é bem menor do que a que sai, promovendo e mantendo a flacidez do órgão.

Portanto, para que ocorra ereção peniana, é necessária a integridade e o correto funcionamento de vários fatores envolvidos no fenômeno:

  • adequado estímulo sexual;
  • adequado estado emocional;
  • adequada integridade das vias nervosas que transmitem o estímulo do cérebro ao pênis;
  • adequado funcionamento dos sinusóides e outros vasos sangüíneos do pênis.

Quando ocorre a impotência sexual ?

Impotência sexual ocorre quando falha algum ou alguns dos elos responsáveis pela cadeia de eventos que leva à ereção peniana.

É definida como a incapacidade de obter uma ereção com rigidez suficiente para a penetração e/ou mantê-la por um período de tempo adequado para a satisfação sexual do casal.

Atualmente, preferimos usar o termo disfunção erétil peniana (DE). Estima-se que a DE acometa de 10 a 20 milhões de brasileiros.

A maioria dos homens, em algum momento de suas vidas, experimenta episódios de DE, muitas vezes decorrentes de cansaço, stress, abuso de álcool ou desmotivação sexual, entre outras causas.

Uma falha ocasional não deve ser supervalorizada. Porém, se o problema persistir, deve-se procurar a ajuda de um urologista.

Tratamento

O tratamento da DE deve, inicialmente, sanar a causa básica, o que por si só já melhora o quadro.

O arsenal disponível para o tratamento da DE inclui:

  • medicamentos que se propõem a facilitar a obtenção da ereção por vasodilatação peniana, dentre os quais podemos relacionar o Viagra®, Cialis®, Levitra® e Vivanza®;
  • reposição hormonal por via oral, parenteral ou transdérmica;
  • medicamentos aplicados diretamente no pênis;
  • medicamentos introduzidos no canal uretral;
  • uso de dispositivos à vácuo para ajudar a obter e manter a ereção;
  • tratamentos cirúrgicos para a correção de fatores de risco;
  • implante de próteses penianas semi-rígidas ou infláveis.
  • os distúrbios psicogênicos são enfrentados pelo uso de medicamentos específicos e/ou psicoterapia.
  • em alguns casos de distúrbios psicogênicos, emprega-se uma combinação do tratamento específico da condição com outros métodos usados para os casos de DE orgânica.

Como funcionam os medicamentos de vasodilatação peniana?

O Viagra® foi a primeira droga pesquisada para tal, apesar de ter sido descoberta por acaso, durante estudos sobre drogas para doenças cardiovasculares, sendo a primeira droga realmente eficiente para o tratamento clínico da DE, quando bem indicada e bem empregada.

O Cialis®, Levitra® e Vivanza® foram lançados depois, por laboratórios concorrentes.

Essas medicações estão disponíveis em várias concentrações, como 25, 50 e 100 mg.

Geralmente devem ser ingeridos uma hora antes da atividade sexual, com o estômago vazio.

Para que funcione, no entanto, é necessário que haja desejo sexual.

Não adianta tomar a medicação e esperar que ocorra uma adequada ereção, se não existir desejo e estimulação sexuais, ou seja, ela é um facilitador de ereção, não é indutor de ereção.

Desejo sexual e excitação sexual não são afetados pela medicação. Ele depende, entre outras coisas, do humor, emoção, estado de espírito e não é sobre estes aspectos que age a medicação.

A droga age diretamente nos sinusóides do pênis, promovendo vasodilatação, inibindo a ação de uma enzima responsável pela indução da contração dos sinusóides do pênis, mantendo e prolongando a ereção atingida.

Cerca de uma hora após a ingestão da dose preconizada pelo médico, a droga faz com que os sinusóides do pênis do paciente se mantenham relaxados, dilatados, cheios do sangue que confere a rigidez necessária e pelo tempo necessário para uma relação sexual satisfatória.

A ereção auxiliada pelo medicamento costuma durar enquanto dure o estímulo sexual e costuma cessar após o orgasmo.

A obtenção de nova ereção para outro relacionamento sexual pode ficar mais fácil em alguns pacientes que fazem uso da droga.

Esses remédios não funcionam como prolongadores do ato sexual, ou seja, não são indicados para ejaculação precoce. Nem devem ser usados por quem não precisa, como por exemplo, para melhorar a “performance” sexual.

A medicação só deve ser usada uma vez a cada 24 horas. Caso se deseje mais relações nesse espaço tempo, o que é permitido, elas devem ocorrer sem a utilização da droga.

A taxa de sucesso com seu uso para tratamento clínico da DE é variável e situa-se em torno de 60% de bons resultados.

Efeitos colaterais

Por tratar-se de um medicamento, seu emprego envolve benefícios e o aparecimento de efeitos colaterais.

Os mais comuns são: dor de cabeça, desconforto gástrico, vermelhidão da face e tronco, queda da pressão arterial e confusão no reconhecimento de algumas cores.

É contra-indicado para alguns pacientes cardiopatas que usam certos tipos de vasodilatadores (nitratos).

O uso concomitante do medicamento e nitratos pode levar a uma severa hipotensão, e até mesmo à morte. Alguns casos de morte após seu emprego foram confirmados. Eram pacientes idosos, cardiopatas e usuários de nitratos.

Não devemos nos esquecer que o ato sexual, principalmente em idosos cardiopatas, já carrega um certo risco para o coração.

De fato, esses medicamentos são úteis no tratamento clínico da DE, e quando bem indicado, e seu emprego cercado de cuidados peculiares, pode restaurar o prazer do exercício pleno da sexualidade, desde que seja realizado o indispensável acompanhamento médico.

É possível engravidar sem sexo ?

Posted in dica, homem, mulher with tags , , , , , , , on junho 30, 2008 by dr.lichtenstein

Gravidez sem sexo, pode ?

É possivel engravidar sem sexo ? Qual a probabilidade de uma gravidez sem que ocorra a ejaculação ? O líquido que tem durante uma relação, antes da ejaculação, contém espermatozóides ? E pode engravidar ?

Este post será dedicado ao esclarecimento das dúvidas que surgem ao redor deste assunto.
Para haver uma gestação é obrigatório o encontro de um óvulo com espermatozóide. Sem isso é impossível que ocorra uma gravidez.

O líquido que sai antes da ejaculação pode conter espematozóides, portanto pode ocorrer uma gravidez.

Apesar disso ser muito raro, é importante salientar que raro não quer dizer impossível, portanto o risco ocorre.

Vale a pena informar que a ejaculação próxima da vagina oferece risco de gravidez, podendo ocorrer mesmo sem a penetração.

Fique por dentro !!! Saiba sobre Menopausa e Climatério …

Posted in dica, doença, mulher with tags , , , , , on junho 22, 2008 by dr.lichtenstein

Falando sobre menopausa

Climatério é fase da vida da mulher que compreende a fase que precede a menopausa, ficando em média de 38 até 48 ou 49 anos.

É caracterizado por irregularidades menstruais, ondas de calor, irritabilidade, secura da pele e vagina.

O diagnóstico basicamente é feito através dos sintomas e complementados pela dosagem dos níveis hormonais.

Menopausa
é definida como ausência de menstruação durante o período de um ano com ou sem os sintomas acima relacionados.

A menopausa e climatério são causados por uma diminuição natural dos hormônios femininos ou processos cirúrgicos .

Existem várias divergências à respeito do tratamento, cabendo à este artigo apenas informar.

Com a diminuição dos níveis hormonais existe uma maior propensão das mulheres à desenvolverem doenças como a osteoporose e doenças coronarianas.

Existe também um declínio na qualidade de vida, por exemplo, devido a queda dos hormônios, há uma diminuição da lubrificação vaginal, levando a dor durante a relação, dificultando e piorando o relacionamento sexual.

O tratamento é feito com a reposição dos hormônios diminuídos naturalmente.

Existem fatores que contra-indicam o seu uso, como por exemplo: diabetes grave, história anterior de trombose ou “derrame”, entre outros. Nestes casos, existem tratamentos que aliviam os sintomas de calores, secura vaginal e dores ósseas.

Sendo assim deve-se procurar o profissional especializado e fazer um controle rigoroso do tratamento hormonal.

Antes de se iniciar o tratamento, devem ser realizados exames preventivos como ultrassom, mamografia, exame de diabetes, colesterol, entre outros.

Existem vários tipos de medicações, variando de mulher para mulher. Pode ser via oral, tópico (de passar) e transdérmico (adesivos).

Além destes, ainda pode-se optar pelo uso de medicações que levam à um sangramento cíclico ou não.

Antigamente a menopausa era definida como normal. Hoje, para muitos profissionais é vista como doença, devendo ser tratada como tal.

Mulher, por que seu orgasmo não vem ?

Posted in dica, mulher with tags , , , , , , , , , , , , , , on maio 25, 2008 by dr.lichtenstein

A tristeza de uma mulher

Para ser ter uma vida sexual satisfatória, implica em dois elementos básicos:

  • conhecimento do próprio corpo;
  • comunicação plena entre os parceiros;

Conhecer o próprio corpo significa saber quais as áreas que, ao serem tocadas, despertam mais excitação. Além disso, atentar que tipo de toques e carícias que agradam mais.

Na maioria das vezes, as mulheres desconhecem o seu próprio corpo e, conseqüentemente, onde dá prazer ao ser acariciada – o desconhecimento é sinônimo de insatisfação.

Outro aspecto importante, é quanto à diferença entre os ritmos sexuais masculino e feminino. O ritmo da resposta sexual masculina tende a ser mais rápida e está, em geral, associado aos estímulos visuais.

Já a mulher, em geral, apresenta um ritmo mais lento, necessitando, pois, de maior estimulação sexual. Essa estimulação se dá, mais freqüentemente, pela experiência cinestésica; ou seja, as sensações provenientes dos toques e das carícias. Para algumas, o contexto afetivo também é muito importante.

Essa diferença não se constitui um problema; são variações naturais. Portanto, para que o sexo seja mutuamente satisfatório é preciso uma adequação desses ritmos.

É nesse ponto que entra necessidade de comunicação plena entre o casal. Dizer o que gosta, como gosta, o que está querendo, se está indo rápido demais, etc …, fará com que esse ajuste seja possível.

Vale ressaltar que as sensações eróticas fluem mais facilmente quando ambos, principalmente a mulher, se sente confiante, segura e descontraída em dizer o que quer e como quer.

O orgasmo é certamente um aspecto importante do crescimento sexual. Mas para conseguí-lo, é necessário que a mulher atinja um nível de tensão sexual elevado, pois o orgasmo nada mais é do que a descarga dessa tensão acumulada durante o ato sexual.

Nesse sentido, as carícias preliminares são essenciais para o aumento da excitação, deixando a penetração para o momento em que ambos estejam bastante excitados.

Por outro lado, se o casal der uma ênfase muito grande ao orgasmo, pode acarretar um estado de ansiedade e, com isso, fica mais difícil atingí-lo.

A freqüência da atividade sexual não está diretamente ligada à ausência de orgasmo. Contudo, uma vida estressada pode interferir na sexualidade, devido ao cansaço ou esgotamento físico e mental. Porém, o estresse também pode ser uma forma de evitar um aprofundamento da relação.

Cabe ficar de olho no que está acontecendo e esclarecer o mais rápido possível, antes que se instale um desgaste maior.

A comunicação abre espaço para a intimidade e para a solidificação do relacionamento.

Finalizando, o ato sexual é um momento de prazer compartilhado, onde o casal exploram e compartilham os caminhos da satisfação.