Arquivo para gordura

Declare guerra à celulite

Posted in dica with tags , , , , , , , , , , , , on maio 24, 2008 by dr.lichtenstein

Adeus celulite !!!

A celulite é uma síndrome clínica que pode ser definida como uma alteração do tecido adiposo subcutâneo que retém líquido e toxinas entre as células, provocando uma alteração circulatória local.

A celulite se manifesta como um processo inflamatório que atinge a camada de gordura abaixo da nossa pele, afetando a circulação de micronutrientes entre as células e a liberação de toxinas provenientes do metabolismo. Externamente ela assemelha-se com uma “casca de laranja”.

As causas que a provocam são complexas, de origem multifatorial, mas sabe-se que entre os fatores desencadeantes encontram-se os desequilíbrios hormonais e hábitos alimentares errados, tais com o excesso de álcool, tabagismo e toda a alimentação composta de refinados.

Existem várias formas terapêuticas para seu combate. A tendência moderna é a interação de métodos, entre os quais, a massagem manual que promove a melhora da circulação local, e a drenagem linfática, que atua na circulação periférica eliminado as toxinas provenientes do metabolismo.

A massagem manual deve ser encarada como um tratamento complementar e preventivo, mas apresenta uma vantagem sobre outros métodos: não possui contra indicações e nem efeitos colaterais.

Entretanto, um estilo de vida saudável, com uma alimentação balanceada e mais natural, associada a exercícios físicos regulares, são fundamentais para que a celulite se mantenha estável ou controlada e, até mesmo, em casos não muito avançados da doença, possa regredir a níveis imperceptíveis.

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Alergia a desodorante é coisa do passado

Posted in ciência, novidade with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on maio 12, 2008 by dr.lichtenstein

Odor aterrorizante

Escolher um desodorante pode parecer uma tarefa simples, mas não é para quem sofre com alergias. Nem sempre é fácil conseguir um produto que não agride a pele e tem odor agradável. E justamente por não conseguir encontrar nada que não causasse irritação, uma técnica de laboratório resolveu parar de passar desodorante e passou a “comê-lo”.

A pílula de perfume foi desenvolvida pelo Parque de Desenvolvimento Tecnológico (Padetec) da Universidade Federal do Ceará (UFC), em 2004. A cápsula contém quitosana e óleo de lavanda, substâncias que são eliminadas pelo suor. O resultado é que o corpo passa a exalar o aroma – “muito suave”.

“A quitosana é um produto usado tradicionalmente para emagrecimento, porque é uma fibra natural que absorve gordura. Nós juntamos a propriedade do óleo de lavanda com a quitosana, então a pessoa combate o colesterol, elimina gordura e exala o cheiro. É o mesmo princípio das pílulas de alho, que também exalam cheiro, mas um que não é agradável”, disse o coordenador de pesquisa do projeto da cápsula de perfume.

Segundo o pesquisador, não há contra-indicações, já que é natural e não prejudica o organismo, além de ajudar a combater o colesterol. Porém, não pode ser consumida por pessoas que têm alergia a frutos do mar.

É preciso ingerir seis cápsulas durante um dia e, a partir do segundo dia, já é possível sentir a liberação do aroma. Por enquanto, apenas o cheiro de lavanda está disponível, mas os pesquisadores já prepararam fragrâncias de cravo e canela.

Desde 2006, a pílula criada no Padetec começou a ser produzida e vendida pela empresa Polymar.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que as pílulas de perfume, vendidas com o nome Fybersense, têm registro como alimento natural. O uso é livre, ou seja, não precisa de prescrição médica.

Segundo a Anvisa, o produto não pode ser vendido como medicamento ou cosmético.

O Fybersense é vendido pelo site da empresa Polymar e também em lojas de produtos naturais em todo o país. O frasco com 90 cápsulas custa cerca de R$ 35.

Gordura localizada reduz riscos de diabetes tipo 2

Posted in ciência, novidade with tags , , , , , , , , , , on maio 10, 2008 by dr.lichtenstein

Gordura localizada

Segundo pesquisa, realizada por especialistas da Harvard Medical School, comparou os efeitos provocados pelas gorduras subcutânea e visceral – que se acumula perto dos órgãos e pode ser prejudicial à saúde.

Em testes de laboratórios realizados com ratos, os cientistas transplantaram gordura de uma parte do corpo do animal à outra.

Ao moverem gordura subcutânea para a área abdominal, os cientistas observaram que os roedores diminuíram de peso e reduziram os níveis de açúcar no sangue.

Os especialistas explicaram que os ratos responderam melhor à insulina, substância que controla a taxa de açúcar no corpo.

Uma má resposta à insulina é o primeiro estágio para o aparecimento da diabetes tipo 2, afirmaram os cientistas americanos.

Em contrapartida, os cientistas não perceberam os mesmos efeitos benéficos quando transplantaram gordura visceral abdominal para outras partes do corpo do roedor.

“O que mais nos surpreendeu não foi o local onde a gordura estava concentrada, mas o tipo de gordura em si”, afirmou o coordenador da pesquisa, Ronald Khan.

“Ainda mais surpreendente foi o fato de que enquanto a gordura abdominal (visceral) estava produzindo efeitos negativos, a subcutânea estava produzindo benefícios”, disse Khan.

Pesquisas anteriores haviam sugerido que pessoas obesas com altos níveis de gordura visceral e subcutânea na altura do abdômen respondem melhor à insulina do que os que têm apenas o tipo visceral.

O pesquisador acredita que a gordura subcutânea deve contrabalançar os malefícios da gordura no abdômen.

O estudo foi publicado na revista especializada Cell Metabolism.

Grávida que come gordura trans tende a ter filho obeso, sugere pesquisa

Posted in ciência, novidade with tags , , , , on abril 30, 2008 by dr.lichtenstein

Produto trans

Entre mamíferos, a velha máxima “você é o que você come” muitas vezes precisa de um adendo: “Seu filho é o que você come”. Indícios desse fato estão num estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que alimentaram ratas grávidas com uma dieta rica em gordura trans. O resultado? Filhotes com grande proporção de gordura no corpo e tendência a desenvolver uma série de problemas cardiovasculares.

“Nos experimentos, utilizamos uma dieta rica em gordura vegetal hidrogenada, que contém muitos ácidos graxos trans”, explicou ao G1 a primeira autora do estudo, Luciana Pisani, do Departamento de Fisiologia da Unifesp. Embora a indústria esteja substituindo esse tipo de gordura nos alimentos, justamente por causa dos riscos aumentados à saúde, alimentos como margarina, bolachas recheadas, hambúrgueres e milk-shakes ainda podem contê-la.

Nesse tipo de pesquisa, o chamado grupo controle é tudo — ou seja, o uso de um subconjunto de animais que recebem dieta normal ao longo de seu desenvolvimento e são comparados a um subconjunto igual de roedores que se alimenta de um cardápio enriquecido com gordura trans. Para observar os efeitos da dieta em detalhes, os pesquisadores utilizaram diversas combinações de grupos, nos quais, por exemplo, as mães recebiam gordura trans enquanto os filhotes tinham uma dieta normal, e vice-versa.

Comida de grávida

Pisani explica que a alimentação da fêmea (ou da mulher) grávida é crucial para o funcionamento do organismo do bebê antes e depois do nascimento. “Mudanças no metabolismo materno ocorrem para que haja uma suplementação de nutrientes, auxiliando o desenvolvimento fetal. A condição nutricional materna tem papel fundamental nas interações metabólicas e hormonais entre a mãe, a placenta e o feto”, diz ela.

Ao analisar a saúde geral dos filhotes em todos os grupos estudados, os pesquisadores observaram uma relação forte entre o consumo de gordura trans durante a gravidez da mãe e uma série de problemas. Mesmo sem ingerir gordura vegetal hidrogenada durante a vida, o metabolismo dos bichos foi modificado de tal maneira que eles correm risco maior de doenças cardiovasculares e diabetes. O curioso é que, embora ganhassem menos peso que seus companheiros de dieta “saudável”, tinham uma proporção maior de tecido adiposo (gordura) no corpo.

“Os animais que receberam trans tiveram uma maior eficiência metabólica, ou seja, comeram menos e ganharam uma quantidade proporcionalmente maior de peso em relação ao grupo controle”, afirma Pisani.

Para a pesquisadora, mais estudos precisam ser feitos com humanos para comprovar a relação observada, mas o conselho para dosar a alimentação na gravidez já vale um bocado. “A gestante deve ter uma atenção especial, pois uma má nutrição pode alterar a programação metabólica do filho”, afirma.