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Tamanho do pênis é documento?

Posted in dica, homem with tags , , , , , , , , , on junho 25, 2008 by dr.lichtenstein

Tamanho é documento ?

Símbolo maior da masculinidade, por séculos o pênis ereto tem fascinado homens e mulheres, não só pelo prazer proporcionado a ambos como também pela imagem de força e poder associados.

O exagero dimensional da sua representação gráfica e artística tem suscitado comparações estereotipadas e expectativas nem sempre satisfeitas.

A crença de que seu pênis é menor que os dos outros, abala a confiança masculina e diminui sua auto-estima.

Na maior parte dos casos a insatisfação não deriva de uma queixa da parceira, mas sim do desejo do paciente de possuir um pênis maior, seja por desconhecimento das dimensões normais, seja por comparações errôneas com outros pênis, principalmente com os vistos em revistas e filmes eróticos, ou através de “vantagens” contadas por amigos.

Ainda, certos pais induzem um trauma psicológico iniciado já na infância ao compararem os pênis de seus filhos com os de outros meninos da mesma idade.

Nos homens normais, geralmente, o pênis atinge seu tamanho definitivo aos 16 anos de idade e 80% dos pênis eretos situam-se entre 11 e 16 cm, sendo 14 cm a medida mais comum.

A maneira mais comum de se aferir o comprimento do pênis é tracionando-o ao máximo e medindo-o do osso púbico à extremidade da glande. Esta técnica de aferição produz resultados muito próximos, esteja o pênis flácido ou ereto.

A circunferência do pênis ereto, costuma ser proporcional ao comprimento e situa-se em média entre oito e 15 cm. Diferenças raciais não estão bem definidas, mas existe uma aparente maior e menor média, respectivamente, entre os negros e os orientais.

Em flacidez, o tamanho médio do pênis do adulto varia de sete a nove centímetros. Esta avaliação tende à subjetividade, já que tanto a ansiedade, com o frio, tônus muscular e outros fatores podem retrair e enrugar o pênis.

A maioria dos homens insatisfeitos com as dimensões dos seus pênis enquadra-se nas seguintes condições:

  • pênis de tamanho normal, adequado para sua função;
  • pênis de tamanho normal, adequado para sua função, “escondido” parcialmente pelo aumento da gordura pré-pubiana, comum nos obesos;
  • pênis de tamanho normal, adequado para sua função, em um homem alto com pênis proporcionalmente pequeno;
  • pênis de tamanho normal, adequado para sua função, parcialmente encoberto por uma implantação anormal da bolsa escrotal;
  • pênis de tamanho normal, adequado para sua função, em que extensão excessiva de prepúcio foi retirada durante a circuncisão.

Portanto, a maioria dos casos pode ser resolvida com uma simples orientação ou com cirurgias simples, bem indicadas, como aspiração da gordura pré-pubiana ou relaxamento da pele peniana excessivamente “esticada”.

O aconselhamento psicológico, para melhorar a auto-estima e fazer com que o indivíduo aceite-se como é, tem papel relevante nesses casos.

A controvertida cirurgia de alongamento peniano tem indicações precisas e bem restritas.

Em princípio, é indicada apenas para os casos de amputações penianas parciais por câncer, nos casos de micropênis e outras anomalias congênitas ou adquiridas do pênis.

A cirurgia de alongamento peniano com finalidade cosmética em pênis normais é considerada como experimental, reservada para casos selecionados e com realização permitida apenas em centros médicos de pesquisa credenciados para tal, de acordo com normas estabelecidas pela Resoluções 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e 1478/97 do Conselho Federal de Medicina.

A cirurgia consiste em seccionar o ligamento suspensor do pênis e “esticá-lo” para frente. Consegue-se de dois a quatro centímetros a mais. Porém, há chances de haver complicações por danos a estruturas adjacentes, levando à impotência, dessensibilização ou retrações cicatriciais que diminuirão ainda mais o tamanho do pênis, além de maus resultados estéticos.

Após a cirurgia, o pênis perde sua angulação natural, quando ereto, em relação ao púbis, ou seja, mesmo quando ereto, aponta para baixo em vez de para cima.

Quanto às técnicas cirúrgicas para o aumento da circunferência do pênis, vários autores têm tentado o implante de silicone líquido, gordura do próprio paciente e enxertos de derme. Na maioria dos casos os resultados são temporários e podem ocorrer complicações como inchaço, retrações e formações de nódulos, que deixam o pênis com aspecto estético pior que antes da cirurgia.

Bombas de vácuo, exercícios, massagens e aparelhos “esticadores”, são anunciados como soluções infalíveis e desprovidas de complicações. Na verdade, têm resultados confusos e não muito bem avaliados. Não possuem a simpatia da comunidade urológica e os “milagres” a eles atribuídos não têm comprovação científica.

Mesmo que funcionem, quem pode garantir que não haverá complicações futuras como deformidades, perda de sensibilidade ou impotência?

O certo é que os urologistas não costumam indicar nenhum dos métodos citados.

O tamanho do pênis em repouso não é relevante, a não ser para os exibicionistas ou os que nada de melhor têm para apresentar.

É no estado ereto que o pênis exerce sua função. Se a maioria das vaginas tem uma profundidade entre nove e 12 cm, para que serviria um pênis maior?

Portanto, a grande maioria dos pênis, adapta-se a quase todas as vaginas. Rara é a mulher cuja falta de prazer possa ser atribuída ao tamanho do pênis do parceiro.

O prazer feminino independe do tamanho do pênis, mas sim de um conjunto de fatores que cerca o ato sexual: emoção, amor, clima erótico, desejo e apetite sexual, grau de excitação e “habilidade” do parceiro.

O homem costuma ser obcecado pela penetração, enquanto que a mulher é mais centrada nas preliminares.

Mulher não reclama de tamanho de pênis. Mulher reclama de infidelidade, de indiferença, de falta de carinho e atenção, do egoísmo e preocupação do parceiro em satisfazer a si próprio. Desta forma, a maioria dos pênis alegados como pequenos, na verdade, não o são.

O desejo de ter um pênis maior por motivos supostamente estéticos, ou pela equivocada idéia de que um pênis maior proporciona mais prazer para si ou para a parceira, não justifica a cirurgia ou os ditos métodos alternativos, tanto pelos riscos inerentes como pela falta de informações confiáveis sobre os efeitos adversos.

Não é redundante dizer que o prazer do casal não é estabelecido pelas dimensões do pênis, mas por um conjunto de fatores ligados ao relacionamento íntimo, principalmente a habilidade em usar com criatividade e competência, todo o seu potencial sexual, inclusive, o pênis.

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E agora, quando operar a fimose ?

Posted in dica with tags , , , , , , , , , , , on maio 21, 2008 by dr.lichtenstein

Fimose, ao contrário do que muitos dizem e pensam, é estritamente a incapacidade de expor completamente a glande (cabeça do pênis).

Expor a glande significa poder “descobrir” a “cabeça” do pênis, espontaneamente ou manualmente, com o pênis flácido ou ereto.

A não exposição da glande dá-se por aderência desta ao prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) ou por estreitamento do orifício prepucial.

Na prática, em linguagem popular, fimose é quando você não consegue “abrir” o pênis, ou seja, puxar a pele para trás e descobrir a “cabeça”.

Causas

A origem é congênita ou adquirida e atinge tanto crianças quanto adultos.

É importante lembrar que 90% dos meninos nascem com o prepúcio aderido à glande, com a finalidade de proteger tanto ela quanto o meato uretral, abertura da uretra por onde passam a urina, a ejaculação e líquidos parietais.

Aos seis anos de idade, a maioria dos meninos já terá sua glande naturalmente descolada do prepúcio.

Conseqüências

O não tratamento da fimose pode trazer complicações locais do tipo PARAFIMOSE, que é o estrangulamento da glande pelo prepúcio de orifício estreito.
A fimose não tratada também dificulta a higiene local, favorece o aparecimento de infecções e é altamente relacionada com o desenvolvimento de câncer do pênis.

A presença da fimose não altera o desenvolvimento do pênis.

Freqüentemente se confunde a fimose com o excesso de pele ou o encurtamento do freio (cabresto) do pênis. Aliás, o cabresto ou freio do pênis é uma estrutura normal, presente em todos os homens, que liga a glande ao prepúcio e tem a função de limitar os movimentos do prepúcio durante o coito.

Não é obrigado que se rompa na primeira relação como muitos pensam; o normal é que ele nunca se rompa.

O excesso de pele prepucial só deve ser operado (retirado) se traumas ou infecções freqüentes se desenvolvem durante ou logo após o coito. O mesmo se aplica ao freio do pênis. O tratamento da fimose é sempre cirúrgico.

No adulto, a cirurgia (postectomia ou circuncisão) é feita ambulatorialmente, sob anestesia local (injeção na base do pênis) e dura cerca de 30 minutos.

Depois da cirurgia, o repouso relativo deve ser de um à três dias e relações sexuais após 30 dias.

Os pontos rompem-se espontaneamente em cerca de 15 dias.

Recentemente, surgiram alguns estudos sugerindo uma alternativa para o tratamento da fimose na criança; em vez da cirurgia, empregar-se-ia um creme à base de corticóides, diretamente sobre o prepúcio, durante algumas semanas.

Os resultados preliminares sugerem uma significativa taxa de sucesso. É claro que nem todos os pacientes serão candidatos ao tratamento tópico.

Tratamento inadequado pode piorar quadro clínico

Na criança, é comum a indicação da prática de “exercícios” nos quais os pais puxam o prepúcio sobre a glande, numa tentativa de romper as aderências.

Tal prática deve ser evitada visto, que causa roturas no prepúcio, agravando a condição.

O correto é levar a criança ao urologista para que este decida entre esperar a resolução espontânea das aderências ou indicar o tratamento adequado.

Se você acha que seu prepúcio ou freio do pênis tem alguma alteração ou o atrapalha sexualmente de alguma forma, o correto é ser examinado por um urologista.

Fimose, quando operar ?