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Acne, pesadelo dos adolescentes

Posted in dica, doença with tags , , , , , , , , , , , , , on maio 22, 2008 by dr.lichtenstein

Acne tem tratamento

A Acne, popularmente conhecida como cravos ou espinhas, é uma doença inflamatória da pele. O aumento da produção de sebo, causada pela elevação de hormônios sexuais, principalmente na adolescência, obstrui o canal de secreção da glândula sebácea.

Essa obstrução acaba por formar o cravo, pontinho branco ou escurecido, que se manifesta principalmente no rosto, costas, peito e ombros. Algumas vezes, esses poros obstruídos se infeccionam formando bolhas cheias de pus, conhecidas como espinhas.

Causas da Acne

A Acne é considerada uma doença multifatorial, ou seja, possui mais de uma causa específica.
Entre as mais importantes, podemos citar:

  • predisposição genética;
  • alterações hormonais, principalmente na adolescência;
  • uso de alguns medicamentos (como a cortisona);
  • utilização de cosméticos e cremes inadequados,

Conseqüências da acne

A acne é uma doença que pode deixar cicatrizes, se alguns cuidados não forem tomados.
O costume de espremer as espinhas deve ser evitado, pois além de não resolver o problema, pode causar lesões deixando cicatrizes e manchas na pele.
A extração dos cravos ou espinhas deve ser feita por um médico ou cosmetólogo, pois, embora essas marcas não deixem seqüelas para a nossa saúde, é importante frisar que essas cicatrizes podem afetar a auto-estima, principalmente na adolescência.

Tratamento

A acne é uma doença, logo deve ser tratada por um profissional da saúde.
O primeiro passo é detectar a causa da acne, geralmente associada ao aumento da secreção sebácea, mas que pode variar em cada caso específico.

Existem muitos produtos no mercado, muitos até sem efeitos comprovados, por isso um dermatologista deve ser consultado, pois quando não tratada, a acne pode deixar cicatrizes na pele.

Seu dermatologista indicará o tratamento mais adequado para o seu caso.

Os tratamento mais usuais, são:

  • esfoliação da pele (“peeling”), com o uso de substâncias químicas;
  • antibióticos tópicos, como cremes e loções;
  • antibióticos orais (comprimidos);
  • tratamento hormonal;
  • retinóides tópicos (geralmente em gel);
  • retinóides orais;
  • entre outros.
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E agora, quando operar a fimose ?

Posted in dica with tags , , , , , , , , , , , on maio 21, 2008 by dr.lichtenstein

Fimose, ao contrário do que muitos dizem e pensam, é estritamente a incapacidade de expor completamente a glande (cabeça do pênis).

Expor a glande significa poder “descobrir” a “cabeça” do pênis, espontaneamente ou manualmente, com o pênis flácido ou ereto.

A não exposição da glande dá-se por aderência desta ao prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) ou por estreitamento do orifício prepucial.

Na prática, em linguagem popular, fimose é quando você não consegue “abrir” o pênis, ou seja, puxar a pele para trás e descobrir a “cabeça”.

Causas

A origem é congênita ou adquirida e atinge tanto crianças quanto adultos.

É importante lembrar que 90% dos meninos nascem com o prepúcio aderido à glande, com a finalidade de proteger tanto ela quanto o meato uretral, abertura da uretra por onde passam a urina, a ejaculação e líquidos parietais.

Aos seis anos de idade, a maioria dos meninos já terá sua glande naturalmente descolada do prepúcio.

Conseqüências

O não tratamento da fimose pode trazer complicações locais do tipo PARAFIMOSE, que é o estrangulamento da glande pelo prepúcio de orifício estreito.
A fimose não tratada também dificulta a higiene local, favorece o aparecimento de infecções e é altamente relacionada com o desenvolvimento de câncer do pênis.

A presença da fimose não altera o desenvolvimento do pênis.

Freqüentemente se confunde a fimose com o excesso de pele ou o encurtamento do freio (cabresto) do pênis. Aliás, o cabresto ou freio do pênis é uma estrutura normal, presente em todos os homens, que liga a glande ao prepúcio e tem a função de limitar os movimentos do prepúcio durante o coito.

Não é obrigado que se rompa na primeira relação como muitos pensam; o normal é que ele nunca se rompa.

O excesso de pele prepucial só deve ser operado (retirado) se traumas ou infecções freqüentes se desenvolvem durante ou logo após o coito. O mesmo se aplica ao freio do pênis. O tratamento da fimose é sempre cirúrgico.

No adulto, a cirurgia (postectomia ou circuncisão) é feita ambulatorialmente, sob anestesia local (injeção na base do pênis) e dura cerca de 30 minutos.

Depois da cirurgia, o repouso relativo deve ser de um à três dias e relações sexuais após 30 dias.

Os pontos rompem-se espontaneamente em cerca de 15 dias.

Recentemente, surgiram alguns estudos sugerindo uma alternativa para o tratamento da fimose na criança; em vez da cirurgia, empregar-se-ia um creme à base de corticóides, diretamente sobre o prepúcio, durante algumas semanas.

Os resultados preliminares sugerem uma significativa taxa de sucesso. É claro que nem todos os pacientes serão candidatos ao tratamento tópico.

Tratamento inadequado pode piorar quadro clínico

Na criança, é comum a indicação da prática de “exercícios” nos quais os pais puxam o prepúcio sobre a glande, numa tentativa de romper as aderências.

Tal prática deve ser evitada visto, que causa roturas no prepúcio, agravando a condição.

O correto é levar a criança ao urologista para que este decida entre esperar a resolução espontânea das aderências ou indicar o tratamento adequado.

Se você acha que seu prepúcio ou freio do pênis tem alguma alteração ou o atrapalha sexualmente de alguma forma, o correto é ser examinado por um urologista.

Fimose, quando operar ?